Circle of Iron é um filme americano de 1978 realizado por Richard Moore com David Carradine no principal papel.
Em 2019 vai estrear a série Warrior, inspirada numa ideia original de Bruce Lee. Motivado por essa notícia, decidi ver Circle of Iron, filme co-escrito pelo lendário Bruce Lee e no qual teria sido protagonista caso não tivesse falecido.

Infelizmente, devido à morte de Bruce Lee, David Carradine ficou com o papel que lhe estava destinado (muito provavelmente catapultado pela fama da série Kung Fu). Não tenho ideia se com a presença de Lee o resultado do filme seria diferente, mas a verdade é que este é extremamente bizarro e um daqueles filmes que continuamos a ver já não pela qualidade do mesmo, mas só para nos surpreendermos com o que vai acontecer a seguir.
O filme começa com um estranho torneio de artes marciais, cujo prémio é o direito de desafiar Zetan (um poderoso feiticeiro), que na prática é ganho por Cord (Jeff Cooper). No entanto, Cord acaba desqualificado por não ter lutado de forma honrosa, acabando a perseguir o vencedor oficial do torneio, Morthond (Anthony de Longis), que tem de enfrentar vários desafios até ter o direito de enfrentar Zetan. Previsivelmente, Morthond cai logo no primeiro desafio e Cord continua a missão em seu lugar.

Se até aqui o filme já era meio bizarro, entra num modo completamente surreal a partir deste momento. Cord vai encontrando o personagem de David Carradine ao longo do filme várias vezes, com a particularidade deste assumir várias identidades (mas Cord nunca repara que é a mesma pessoa), cada uma mais estranha que a outra e com atitudes completamente inexplicáveis.
Os outros personagens que Cord vai encontrando pelo caminho também são bastante bizarros, especialmente um que se encontra dentro de um caldeirão a ferver com um objectivo bastante particular. O objectivo do filme era passar uma mensagem filosófica sobre a relação do homem com o mundo, mas esta perde-se pelo meio de tanta coisa inacreditável que vai acontecendo.

Este é um daqueles filmes que não vale a pena falar muito sobre ele e que se tem de ver para crer. É um filme que conta com diálogos incríveis, orgias no meio do deserto, alguma violência contra crianças, feiticeiros loucos e até alguma crueldade animal inexplicável. Penso que se Bruce Lee tivesse estado ao comando do filme o mesmo não teria tido este resultado, mas de certa forma, ainda bem que teve.
