Samurai Cop é um filme americano de 1991 realizado por Amir Shervan com Matt Hanon, Robert D’Zar e Mark Frazer nos principais papéis.
Já tinha ouvido falar da sequela deste filme e foi essa uma das razões que me levou a vê-lo quando o vi disponível numa das plataformas de streaming que subscrevo. Nunca imaginei a viagem alucinada em que estavas prestes a entrar quando tomei essa decisão.

O herói da história é Joe Marshall (Matt Hanon), que após este filme pouco fez em termos cinematográficos. O “Samurai Cop” é um polícia extremamente dotado, que supostamente domina completamente todo o tipo de habilidades normalmente atribuídas aos guerreiros samurais. A sua missão neste filme é terminar com o “Katana Gang”, uma filial da Yakuza sediada em Los Angeles que se dedica na sua maioria ao tráfico de droga.
Liderada por Fujiyama (Cranston Komuro), esta filial tem o privilégio de ter ao seu serviço outro “Samurai Ocidental” de seu nome Yamashita (Robert D’Zar), que funciona como o arqui-rival do herói neste filme. O enredo deste filme anda todo à volta da perseguição do herói principal e do seu parceiro Frank Washington (Mark Frazer) a esta máfia japonesa, com momentos simplesmente sublimes que entraram para a história do cinema.

Vamos começar pelo nosso herói, Joe “Samurai Cop” Marshall. Joe é basicamente um bodybuilder, cuja relação com o estilo de vida samurai nunca é bem explicada. Irresistível a quase todas as personagens do sexo feminino, ostenta uns belíssimos cabelos compridos que o fazem parecer uma estrela de rock dos anos 80.
Quanto ao seu cabelo, vou deixar aqui este excerto da wikipedia do filme para se perceber melhor a variação deste ao longo do filme: “When actor Hannon had considered shooting to be finished, he had his hair cut short, only to be told that further shooting was to be done. Director Shervan obtained a wig for the actor, which can be seen in several close up shots throughout the movie”.

O parceiro de Joe, é Frank, um polícia afro-americano que passa a maior parte do filme a servir de moleta ao nosso herói e a aguentar o maior número possível de insultos à sua pessoa. De realçar que a capacidade de interpretação do actor Mark Frazer também é impressionante.
Nos vilões, Fujiyama é o maior estereótipo possível de um homem japonês, sendo emasculado constantemente pelo herói principal. O seu melhor guerreiro, Yamashita, é completamente doido, assumindo-se como um verdadeiro samurai e sendo de longe o personagem mais brutal de todo o filme.

O filme foi feito com um orçamento baixíssimo e muitos dos diálogos surreais, tendo eu ficado completamente surpreendido com o nível de bizarria destes (o diálogo que Frank tem com uma enfermeira é uma das melhores cenas do filme).
As cenas de tiroteio do filme são bastante divertidas, com mortes forçadas e algumas cenas onde nem se quer se deram ao trabalho de pôr sangue na roupa dos actores quando estes levam um tiro.

O filme contém também um número elevado de cenas de sexo inesperadas (aparecem do nada!), que roçam o pornográfico, sendo mais longas que o normal e onde o realizador se foca quase unicamente nos atributos dos corpos das actrizes que aparecem nestas cenas.
Resumindo, Samurai Cop é um filme sobre um polícia americano que supostamente é samurai, onde as mulheres do filme servem apenas para satisfazer os prazeres dos homens, com uma dobragem extremamente fraca e um nível exagerado de violência que o torna hilariante. Com uma premissa que é bastante comum, a diferença está na maneira como este filme é executado, entrando para a lista gloriosa daqueles filmes que são tão maus, mas tão maus, que são bons.
