The Driver é um filme americano de 1978, realizado por Walter Hill e com por Ryan O’Neal, Bruce Dern e Isabelle Adjani nos principais papéis.
The Driver (Ryan O’Neal) é um condutor especializado em fugas após assaltos. Sendo um dos melhores na sua profissão, é bastante cobiçado por vários tipos de criminosos, seguindo no entanto o seu próprio código de honra e escolhendo cuidadosamente os trabalhos que aceita.
Obviamente que o seu trabalho é alvo de perseguição das forças da lei, tendo no seu encalço “The Detective” (Bruce Dern), que utiliza todos os métodos possíveis para o tentar apanhar.

The Driver é um filme com diálogos escassos e curtos, onde o protagonista é um criminoso taciturno que escolheu a sua profissão mais pela adrenalina do que pela recompensa monetária.
Ryan O’Neal é excelente no papel de protagonista, encarnando um personagem ponderado, mas bastante intenso, cuja presença intimida aqueles que com ele lidam. “O condutor” é bastante carismático, sendo fácil gostar deste anti-herói que deslumbra com poucas palavras.
Por outro lado, “o detective” já é um personagem mais desprezível. Embora esteja do suposto “lado bom” da lei, usa todos os métodos possíveis para tentar prender o protagonista do filme, o que cria algum desagrado por parte dos seus colegas de profissão. Bruce Dern também se ajusta muito bem ao papel, sendo sinistro que baste em algumas cenas do filme, tornando-se no rival perfeito para o “anti-herói” do filme.

Inserindo-nos num mundo de criminosos e marginais, destaca-se entre os restantes personagens “The Player”. “The Player” é mulher que cria uma relação de interesse mútuo com o protagonista do filme, sendo a lindíssima Isabelle Adjani deslumbrante em todas as cenas em que entra do filme.
Num filme focado num condutor profissional, é sempre importante que as cenas de perseguição automóvel sejam de qualidade elevada, atingindo “The Driver” neste campo o nível de excelência. As cenas de perseguição não são muitas, mas as que existem no filme são normalmente longas e muito bem trabalhadas.
As cenas de perseguição são um deslumbre para o espectador, feitas numa altura em que o CGI ainda não existia e os efeitos práticos contribuíam para a magia e espetacularidade destas. Seja em espaços abertos ou fechados, as cenas em que “O condutor” está ao volante são intensas e entusiasmantes para o espectador.

A fotografia é excelente, com planos alargados e sem cortes desnecessários, ajudando a criar proximidade com os personagens do filme. As cenas de perseguição rodoviária estão filmadas de forma excelente, num estilo que infelizmente já pouco se vê nos dias de hoje.
O ambiente do filme é bastante noir, sendo o enredo simples e havendo pouca informação sobre os seus personagens (nem o nome destas chegamos a saber). A banda sonora contém faixas de jazz bastante intensas, que complementam perfeitamente o ambiente do filme.
A simplicidade, foco nas partes mais importantes da acção e atenção ao pormenor fazem com que “The Driver” seja um filme verdadeiramente cool, com um anti-herói que raramente vemos nos filmes de acção dos dias de hoje. É um excelente filme e uma das grandes obras de Walter Hill.
