Krampus é um filme americano de 2015 realizado por Michael Dougherty com Adam Scott, Toni Collette, David Koechner, Allison Tolman e Conchata Ferrell nos principais papéis.

Cresci a ver a saga “Home Alone”. Ainda hoje são dois dos meus filmes favoritos e que de certa forma incentivam um miúdo a não se portar muito bem durante o ano. O filme Krampus, pelo contrário, incentiva qualquer miúdo que o veja a portar-se bem durante o ano todo.

Este filme, inspirado na lenda do demónio que é o inverso do Pai Natal e que castiga as crianças que se portaram mal durante o ano na época Natalícia, coloca-nos no lar de uma família americana durante a época de Natal.

Tal como é tradicional, a relação entre os membros desta família não é a melhor, fazendo com que um dos miúdos da família, Max, após ser provocado, deseje que esta desapareça, numa cena que faz lembrar Kevin McCallister no primeiro Home Alone.

Ao contrário do que acontece em Home Alone, a família de Max não desaparece no dia a seguir ao Natal, no entanto, sem este se aperceber, acabou de invocar o demónio Krampus devido ao seu desejo egoísta na noite da consoada. O que se segue é um festival de horror natalício, com vários demónios inspirados por esta época festiva a aterrorizar e atormentar esta pobre família.

Apesar do elenco recheado de actores que normalmente fazem comédia, como Adam Scott, Toni Collette, David Koechner, Allison Tolman e Conchata Ferrell, o filme, além de se destacar pela parte cómica, também consegue ser convincente na sua parte de terror. Com um início cómico onde é evidenciada a relação disfuncional desta família, quando a parte de terror se intensifica, este tenta realmente ser o mais assustador possível, não entrando no exagero satírico que eu esperava. Krampus, de certa forma, faz lembrar os filmes da saga Evil Dead, na sua junção de comédia-horror, mesmo que Krampus seja bastante menos satírico que Evil Dead.

Um dos pontos fortes do filme é o leque de demónios que aterrorizam a família. Desde bolachas de gengibre assassinas até bonecas e palhaços assassinos, este conjunto de vilões depressa passam do engraçado para o realmente assustador, especialmente quando Krampus começa a ter uma presença mais forte no filme.

Numa altura onde normalmente somos bombardeados pelos mesmos filmes que já vimos umas dez vezes, este é um bom filme para fugir à norma. Com a sua mescla de terror e comédia na época Natalícia, Krampus pode não ser uma obra-prima, mas é uma escolha interessante para ver na noite da consoada.